Vendo a Lolitinha ajoelhada com a boca toda lambuzada feito criança que é, apenas dezessete anos e se sujeitando num beco de favela para sustentar seu vício, chego a uma triste conclusão que também me prostituo, me violo quando me submeto a engolir sapos por uma carteira assinada e um mísero salário no fim do mês,...
..."Eu já paguei a conta do meu telefone, eu já paguei por eu falar e já paguei por eu ouvir. Eu já paguei a luz, o gás, o apartamento Kitnet de um quarto que eu comprei a prestação pela Caixa Federal, au, au, au, eu não sou cachorro não"... (Raul Seixas)
...mas as perspectivas são ainda mais terríveis, logo mais tem sessão de esporro da chefia, meu superior vai me curvar sobre sua mesa, abaixar minhas calças jogar areia no meu rabo e:
- Seu imbecil! Onde você se enfiou ontem? Cadê a peça da engrenagem superior da injetora de alumínio? A produção ficou a noite toda parada, porque ninguém achava essa maldita peça.
E se o chefe depois de chamar minha atenção não me demitir, vai ficar no mínimo uma hora me alugando com um monólogo sobre responsabilidade, metas e produção, um blá, blá, blá que não me interessa, não ganho pra me estressar, se for para ficar sob tensão física, mental e emocional e mais caro, melhor, pra interferir no meu equilíbrio fisiológico não tem dinheiro que pague.
Layla quis continuar a brincadeira, tinha até me esquecido dela ali se limpando da brincadeira, mas já estou satisfeito, por hoje chega, duas gozadas sem penetração está de bom tamanho. Me limpo esfregando a cabeça da rola no pouco de pano da roupa dela, coloco-o pra dentro da calça e peço o número do seu celular, sabe lá quando vou precisar dos serviços de uma profissional de novo, é bom manter contatos. Agora só me resta pegar o carango e partir, até porque, daqui a pouco amanhece e mais um dia de trabalho começa e todo dia é dia.
FIM
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